Rádio Alvorada

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Ministério Público aponta superfaturamento na compra de matéria-prima da cloroquina pelo Exército


O subprocurador-geral do Ministério Público de Contas, Lucas Rocha Furtado, enviou ao Tribunal de Contas da União - TCU um pedido para abertura de investigação sobre o possível superfaturamento na compra de insumos para produção de cloroquina pelo Exército Brasileiro.

No pedido encaminhado ontem, o subprocurador também pede que a investigação avalie a gestão de risco envolvida na decisão e que apure a responsabilidade direta do presidente Jair Bolsonaro na orientação e determinação para o aumento dessa produção, sem que houvesse comprovação médica ou científica de que o medicamento seja útil para o tratamento da covid-19.

De acordo com a representação, o L
aboratório Químico e Farmacêutico do Exército comprou em maio, sem licitação, 500 quilos do sal difosfato, matéria-prima da cloroquina, por R$ 652 mil. O preço do quilo (R$ 1.304) custou quase seis vezes o valor desembolsado pelo Ministério da Saúde em contrato assinado com o mesmo fornecedor em maio de 2019, quando o governo federal gastou R$ 219,98 por quilo.

Além disso, o subprocurador-geral questionou o aumento na produção de cloroquina. De acordo com ele, em março e abril deste ano, o Exército produziu R$ 1,25 milhão de comprimidos de 150 mg a um custo de R$ 261,5 mil. Esse número é 84 vezes superior à produção de 2017 a 2019, quando foram fabricados 254 mil comprimidos, no valor total de 55,6 mil.


De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a contratada, empresa Sulminas Suplementos e Nutrição Ltda., alegou que o aumento do valor do insumo decorreu do incremento da demanda mundial pelo produto, do aumento do preço do frete e da cotação do dólar.




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